quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

O que mudou desde o plano de manejo de 2007 do Parque do Ingá?

A série Parque do Ingá 50 anos: Preservar hoje para comemorar sempre tem como proposta apresentar informações relacionadas ao histórico e os desafios para o futuro dessa Unidade de Conservação que no ano do seu cinquentenário (2021) enfrenta grave problema de seca dos seus lagos. 

Os primeiros quatro episódios desta série compõem a descrição dos relatos feitos pelos palestrantes convidados para Reunião Pública: “Os lagos do Parque do Ingá estão secando. O que fazer?”. O evento em questão foi realizado no dia 29 de setembro de 2021, no Plenário da Câmara de Vereadores de Maringá, reunindo representantes do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente - COMDEMA, Comissão de Direito Ambiental da OAB Maringá, Sanepar e Secretaria de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal de Maringá. A comunidade presente também participou com perguntas e considerações que enriqueceram o debate sobre a temática. 

O material será apresentado em episódios para destacar as contribuições de cada especialista. Neste quinto episódio intitulado O que mudou desde o plano de manejo de 2007 do Parque do Ingá?  o relato é de Ana Lúcia Rodrigues, Vereadora e Procuradora da Mulher da Câmara de Vereadores de Maringá.


Episódio 5: O que mudou desde o plano de manejo de 2007 do Parque do Ingá? 

"Assim como o Marcos, buscando realmente o que fazer para implementar a recuperação do parque por meio da célere implementação do plano de manejo foi que eu apresentei o PLC 2057 que está tramitando na Casa.

A Zona de Amortecimento a que se refere o caput está definida pelo raio de 200m (duzentos metros) a contar do limite do cercamento do parque e tem como definição: “entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade”.

Ana Lúcia Rodrigues, Vereadora e Procuradora da Mulher da Câmara de Vereadores de Maringá.


É um raio de 200 metros num eixo do entorno do Parque do Ingá e sim, deverá ter tratamento especial no sentido de promover a existência do parque porque há uma contradição existente. Aquilo que se torna uma grande amenidade e que valoriza sobremaneira os edifícios e todos os imóveis no entorno do parque leva em consideração essa paisagem. E é o mau uso das fontes que alimentam o parque que poderá colocar em risco e colocará essa paisagem.

Porque não se trata apenas das águas, mas também dos edifícios do entorno do parque que refletem o sol sobre essa unidade de conservação que também coloca em risco essa paisagem, e esta é uma outra questão a ser considerada. Lembrando que o plano de manejo vai mostrar que a zona de amortecimento e sua ocupação tem por objetivo conter os efeitos externos que influenciam negativamente a conservação da unidade e tem como objetivo minimizar os efeitos da borda, ou seja, isso só se dará com ações concretas.

E não é por meio de um milagre e um grande herói e heroína que vão conseguir dar respostas e restituir o parque. Mas é um conjunto de ações que darão conta de não permitir que sua degradação continue. Então, lembro por fim, estão postas proposituras por meio de normas, que o próprio plano de manejo traz, e que relembro: “Os projetos de edifícios e demais obras, tanto de obras em andamento quanto edificações prontas, devem desconsiderar o uso de água de poços artesianos profundos”. Por isso, as novas edificações devem não fazer o rebaixamento do lençol freático.

Importante destacar que o rebaixamento do nível freático e consequentemente das nascentes, já havia sido constatada no plano de manejo do Parque do Ingá em 2007. E apesar de se constatar o rebaixamento no nível freático, esse rebaixamento continuou. E daqui exatamente 14 ano, vamos constatar o que será?".

👉Observação: O texto apresentado se refere a descrição da fala do referido palestrante durante a Reunião Pública: "Os lagos do Parque do Ingá estão secando. O que fazer?" Algumas adaptações foram necessárias, sem alterar o conteúdo da fala. Todo material foi submetido a autorização e aprovação pelos seus autores. O evento na íntegra pode ser conferido no Canal do YouTube da TV Câmara de Maringá https://youtu.be/0z2ZLtprW3A .


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